2007-05-07

Granada

A cidade de Granada não tinha grande importância até à chegada dos árabes, ainda que as suas origens sejam remotas e conhecem-se vestígios da colónia romana na colina do bairro Albaicin. Em 713 as tropa de Tarik chegaram à cidade. Em 1013 converteu-se na capital de um reino independente (Taifa), instalando-se a dinastia Ziri. Os Ziri, fortaleceram as defesas da cidade. Em 1090 a cidade caiu nas mãos dos Almoravidas
Com a chegada da dinastia Nazarí ao poder em 1238, iniciou-se a época de ouro da cidade. Isto deve-se ao facto de um acordo entre Fernando III e Muhammad in Nasr, fundador da dinastia, em que este prestava vassalagem ao rei Cristão, proporcionou uma época tranquila. Para além de Granada, as cidades de Almeria, Málaga, Cádiz, Sevilha, Córdova e Jaen, também faziam parte do reinado. Durante este período a cidade prosperou e expandiu-se. Foi nesta altura que começou a construção do Alhambra. Foi nos reinados de Yusuf I e Muhammad V que se edificaram os palácios Nazarí.
O ano de 1492 fica marcado pela conquista da cidade, pelos reis católico, pondo fim a oito séculos de domínio muçulmano na Península Ibérica.
Depois da conquista da cidade, a povoação concentrou-se fundamentalmente no bairro de Albaicin, começando a surgir os primeiros conflitos no final do século XV, por se querem baptizar os muçulmanos. Com o passar doa anos o problema agrava-se e explode em 1568. Foi nesta altura que foram expulsos de Granada.
Nos séculos XVI e XVII, a cidade sofre muitas transformações, derrubam-se ruas labirínticas, de origem árabe e constroem-se praças e vias mais amplas. É nesta altura que se constroem a Catedral a Capela Real, o Palácio Carlos V (no Alhambra), entre outros.
Nos séculos XVIII e principalmente durante os séculos XIX, Granada recebe a visita de muitos viajantes que se apaixonam por ela. A sua beleza mistério e exotismo, converte-a em tema literário, levando Victor Hugo, Alexandre Dumas e sobretudo Washington Irving, que escreveu muitos contos sobre o Alhambra. Durante o século XIX chegaram uns visitantes menos agradáveis, os franceses, que destruíram muitas coisas na cidade e no Alhambra.
Hoje Granada é capital de província essencialmente agrícola e ganadeira, é uma cidade animada em qualquer época do ano. Nas suas ruas cruzam-se estudantes da sua concorrida Universidade, e milhares de turistas de todas as partes do mundo. Tem a um passo a montanha, em que se pode esquiar quase todo o ano debaixo de um sol luminoso, e a costa a onde se pode escapar quando o calor aperta.
Há muitos locais que se podem visitar em Granada, o Alhambra, que já mereceu um tratamento especial aqui no blog, a Catedral, o bairro Albaicin, o miradouro de São Nicolau, la Carrera del Darro, a colina Sacromonte, entre outras coisas.

A catedral começou a construir-se em 1518 no centro de uma antiga Medina muçulmana, e as obras duraram quase dois séculos. Foi pena não se ter conseguido visitar toda a catedral, nomeadamente a Capela Real. A Capela Real foi mandada construir pelos reis Católicos, com o desejo de lá serem enterrados, nesta cidade que tanta gloria lhes tinha dado. A construção iniciou-se em 1506 e durou até 1521. Nesta capela estão sepultados os reis católicos e sua filha Joana “la Loca” e o seu marido Filipe “El Hermoso”.




O Bairro Albaicin é o mais típico da cidade e é um miradouro privilegiado do Alhambra. Neste bairro foi construída a primeira fortaleza árabe de Granada, do que so restam ruínas das muralhas. É um bairro de ruas estreitas ao longo da colina.



Do Miradouro de São Nicolau obtêm-se vistas, espectaculares, nomeadamente da do Alhambra e da Serra Nevada.




A “Carrera del Darro” é uma rua muito estreita ao longo do rio Darro. A rua segue a margem direita do rio, que é cruzado por varias ponte de pedra, que ligam ao Alhambra e ao Bairro Albaicin. Pode também ver-se muita gente na rua, porque no dia 29 de Abril estava-se a realizar um cordão humano, para a eleição do Alhambra como uma das 7 maravilhas do mundo, diga-se de passagem que o é.



Da colina “Sacromonte” pouco consegui ver, dado que só passamos por lá de carro, mas as vista de lá para a cidade são magnificas.

À Serra Nevada também é fácil de chegar desde Granada, os picos mais alto são Mulhacén (3482m) Veleta (3394m) e Alcazaba (3371m). Existe uma estrada em que se pode chegar ao pico Veleta de carro é a estrada mais alta da Europa.

2007-05-05

Alhambra

Assentada na colina vermelha ou cerro da Sabika, a cidadela da Alhambra apresenta-se erguida, orgulhosa e eterna, de onde se contemplam bonitas vistas da cidade, da colina Sacromonte e do Bairro Albaicin. É um dos conjuntos arquitectónicos mais importantes da Idade Média e máximo expoente da arte islâmica no Ocidente.

A Alhambra é um extenso conjunto cuja visita requer no mínimo meia jornada, sendo aconselhável dispor de um dia completo.

O Alcazaba

O Alcazaba, injustamente esquecida por todos aqueles que a partir da Conquista de Granada escreveram deslumbrados sobre os Alcazares Nazaries, é o embrião silencioso de toda uma cidade aristocrática que logo se chamaria Medina al-Hambra (cidade da Alhambra). Aparece na historia durante as guerras civis do século IX e as lutas contra os invasores sob diferentes denominações: Fortaleza Elvira, Castelo de Granada, até que a partir do século XIII, reafirma-se o nome de Qa’lat al-Hambra (Castelo Vermelho) com o qual chegaria até nossos dias.




O Palácio Carlos V

O Palácio Carlos V é uma obra que responde ao desejo dos conquistadores de cristianizar a cidade sem macular seu passado esplendor, acentuando, mais especificamente, a sua importância como nova cidade imperial. Neste contexto de respeito pelo antigo e, ao mesmo tempo, afirmação da nova realidade histórica foi colocada à entrada do recinto este magnifico pilar (fonte) desenhada por Machuca e construída por Niccolao da Corte em 1543 para preencher e definir um novo espaço e uma nova era.


O Palácio Nazarí e Jardins do Portal e do Generalife

O Palácio Nazarí está Dividido em três partes:

Mexuar

É, sem duvida alguma, a parte dos Alcazares que mais sofreu o efeito das transformações, quase sempre por imposição dos antigos alcaides cristãos a serviço dos seus reis. Para adaptá-la a serviços e funções novas, mudando assim a sua fisionomia original. Essas transformações foram feitas às vezes destruindo antigas estruturas, razão pela qual é muito difícil estabelecer nos nossos dias os caminhos de acesso a esta parte do palácio.



Comares:

Este Conjunto, com o Salon de Embajadores ou del Trono, contitui o núcleo mais importante das construções da Alhambra. A austeridade das suas linhas e o equilíbrio das suas proporções impregnam ao pátio de tão serena majestade que ainda se respira nele a nobre grandeza dos reis que o mandaram construir.



Pátio dos Leões


Era o núcleo da casa privada do sultão, na qual havia algumas dependências destinadas à mulheres. Não se pode chamá-lo de harém porque a sua função não era exclusivamente a de servir de gineceu, senão que também podia ter relação com a actividade diplomática e política do reino. Sabe-se que do Pátio dos Leões actual havia nada mais que a Sala de Dos Hermanas em 30 de Dezembro de 1326 (segundo reinado de Mohamed V) e que a partir desta data construíram-se as edificações que o encerram.



Os Jardins do Portal

O Pórtico aberto da Torre das Damas que preside a pequena esplanada com Alverca é o que em árabe se chama Portal, e por extensão, hoje conhece-se com este nome a zona próxima ao Pátio dos Leões, formada por pequenos terraços escalonados que formam jardins “suspensos” adaptados à orografia desnivelada do terreno. No Portal incluem-se, além da Torre das Damas, as pequenas casas adjacentes, a pequena mesquita e várias ruínas de moradias, palácios, ruas, escadas e algibes desaparecidos. Esta foi uma zona ajardinada com belas mansões e esplêndidos palácios.





Jardins do Generalife


Das hortas de recreio do Cerro do Sol, é a única que chegou até ao nossos dias. Era uma propriedade para onde o rei de Granada se retirava para passar temporadas de descanso, longe das preocupações da corte. A sua proximidade a Alhambra, além da vantagem que representava estar tão perto da actividade palatina, para atender aos assuntos mais urgentes, não impedia o isolamento necessário para permitir o mais íntimo contacto com a natureza.