2007-01-31

A Peixeirada Já Começou

Começou ontem a campanha para o referendo sobre o aborto… Vai ser uma lavagem de roupa suja… entre os diferentes movimentos a favor do sim e do não. Eu pessoalmente não tenho opinião, ou melhor até tenho… NIM… por isso o mais certo é nem ir votar. Também acho que nem vale a pena, uma vez que pelo que me dá a entender se o não ganhar ou o sim, mas sem que o resultado do referendo não seja vinculativo, a Assembleia da Republica vai legislar, o que se está agora a referendar. Resumindo este referendo não passa de um esbanjamento de dinheiro, dado que pelo que li se vão gastar 10 milhões de Euros. É o país que temos… São Coisas da Vida...

2007-01-18

O Meu Favorito

O meu favorito para ganhar o concurso de “Os Grandes Portugueses” é D. João II, mas os concorrentes são de peso, nomeadamente Salazar, D. Afonso Henriques e Vasco da Gama. A RTP na 3ª feira passada apresentou a lista dos defensores de cada um dos candidatos. Na minha opinião o defensor de D João II podia ser melhor, mas é o que se pode arranjar. Mas se se vir isto pelo lado positivo os defensores dos outros, pelo menos de alguns também não são grande coisa. Já na apresentação dos defensores, houve uma grande peixeirada entre Odete Santos e Ana Gomes, defensoras de Álvaro Cunhal e Vasco da Gama, respectivamente. Espero que os próximos programas não sejam uma grande peixeirada e se debata o que é essencial para o assunto. Corremos o risco de nos vários programas que se vão seguir, não se discutir aquilo que importa, mas se passe o tempo a argumentar coisas negativas dos candidatos adversários. É pena que nesta fase do concurso a votação só seja pelo telefone, diga-se de passagem que por e-mail era bem mais fácil.

2007-01-15

Os Grandes Portugueses

A 2ª Fase de "Os Grandes Portugueses" começa agora, de uma lista de 10, os portugueses vão ter a oportunidade de escolher “ O Grande Português”. A RTP colocou no seu site esta breve descrição de cada um dos nomeados. É curioso que dos 3 que escolhi, estão todos nos 10 finalistas.

D. Afonso Henriques (1111-1185)
Foi o primeiro rei de Portugal, um dos Estados mais antigos da Europa. Definiu, através de várias conquistas, praticamente o território que é hoje Portugal. Soube sacrificar-se em nome de um sonho quando lutou contra a mãe em São Mamede e fez as pazes com Afonso VII, rei de Leão e Castela. Após a mítica batalha de Ourique, foi coroado rei. Foi um homem sem medo. Nasceu em Guimarães e morreu em Coimbra, onde está sepultado. Quando deu por terminada a obra, o território nacional estava quase delineado. “Aí tem um português que, em vida, conseguiu ter um sonho e concretizá-lo”, diz o cineasta António Pedro Vasconcelos.

Álvaro Cunhal (1913-2005)
É o símbolo da luta contra o salazarismo. Com um inflexível código de honra, iniciou a actividade revolucionária quando estudava na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Preso pela PIDE durante 11 anos, foi eleito secretário-geral do PCP em 1961. Cunhal era um lobo de inteligência e astúcia. Por nascimento e educação nunca deixou de ser um aristocrata, mas abdicou de tudo em prol de um ideal. “Teve uma fidelidade inquebrantável aos valores em que acreditava, mesmo quando estavam a ruir por completo”, lembra João Soares, deputado do PS. Ministro sem pasta dos primeiros quatro Governos do pós-25 de Abril. Autor de vasta bibliografia.

António de Oliveira Salazar (1889-1970)
Dirigiu, de forma ditatorial, os destinos do País durante quatro décadas. Foi ministro das Finanças, presidente do Conselho de Ministros, fundador e chefe do partido União Nacional. Afastou todos os que tentaram destituí-lo do cargo. Instituiu a censura e a polícia política. Criou dois movimentos paramilitares: a Legião e a Mocidade Portuguesas. Mas equilibrou as finanças públicas, criou as condições para o desenvolvimento económico, mesmo que controlado, e conseguiu que Portugal não fosse envolvido na II Guerra Mundial. Manteve a separação entre o Estado e da Igreja. Figura controversa, marcou sem dúvida a história do País.

Aristides de Sousa Mendes (1885-1954)
Os homens são do tamanho dos valores que defendem. Aristides de Sousa Mendes foi, talvez por isso, um dos poucos heróis nacionais do século XX e o maior símbolo português saído da II Guerra Mundial. Em 1940, quando era cônsul em Bordéus, protagonizou a "desobediência justa". Não acatou a proibição de Salazar de se passarem vistos a refugiados: transgrediu e passou 30 mil, sobretudo a judeus. Foi demitido compulsivamente. A sua vida estilhaçou-se por completo. "É o herói vulgar. Não estava preso a causas. Estava preso a uma questão fundamental: a sua consciência", afirma o jornalista Ferreira Fernandes.

Fernando Pessoa (1888-1935)
É considerado, a par de Camões, o maior poeta da língua portuguesa. Deixa uma obra única, pela sua duração, originalidade e universalidade. Perito nas subtilezas da escrita, escreve com lucidez inabalável. Fernando Pessoa cria o seu próprio mundo. Um espírito rico e paradoxal não se podia resumir a uma só personalidade. Com a criação dos heterónimos, o poeta gera, em torno de si, um mistério que perpetua o seu nome infinitamente. “Imortal”, resume Pinto da Costa, professor catedrático de Medicina Legal.

Infante D Henrique (1394-1460)
Este homem desvendou os mistérios do oceano. Com extraordinária obstinação, o Infante D. Henrique foi o mentor da expansão ultramarina que, mais tarde, desencadeou os descobrimentos. Revelou-se muito hábil a farejar boas oportunidades de investida. Culto, empreendedor, prospectivo, o Infante D. Henrique preparou Portugal para aquela que foi a grande gesta nacional. Deu, na expressão de Camões, “novos mundos ao mundo”. “É o verdadeiro iniciador da expansão universal de Portugal e da Europa”, afirma Ferreira do Amaral, ex-ministro das Obras Públicas.

D. João II (1455-1495)
Duas palavras descrevem D. João II: clarividência e determinação. Com apenas 19 anos planeou a expansão marítima portuguesa e pensou grande: assinou o Tratado de Tordesilhas, assegurando para Portugal a posse do Brasil e a manutenção do comércio com a Índia. Foi um monarca implacável, que não hesitou diante de nada para atingir os seus objectivos. Mesmo que isso significasse aniquilar os inimigos. Tinha uma jovem austeridade, mas o seu sentido de justiça tornou-o querido do povo. “Colocou Portugal no centro do mundo”, diz o historiador de arte Anísio Franco.

Camões (1525-1580)
É o gigante das letras e o maior poeta da língua portuguesa - e um dos grandes poetas da Humanidade. Além de “Os Lusíadas”, deixa uma vastíssima obra poética. Viveu uma infância de privações, mas a sua curiosidade de aventureiro fê-lo alistar-se na milícia do ultramar. Viveu várias adversidades em Goa. O autor que sobreviveu a todas as intempéries mostra, quase cinco séculos depois, que a sua poesia escapou ilesa ao passar do tempo. Camões é, sobretudo, o símbolo de Portugal. “Foi cidadão antes de haver cidadania”, diz o historiador Medeiros Ferreira.

Marquês de Pombal (1699-1782)
Foi o mais notável estadista do seu tempo. O Marquês de Pombal revolucionou o País a nível económico, educacional e cultural. Com o terrível terramoto de 1755, provou as suas capacidades reformadoras e fez nascer uma nova Lisboa que sobrevive até hoje. Uma das grandes personagens da história de Portugal - e uma das mais controversas. “É uma lição para toda a cultura ocidental e universal”, afirma o historiador Rui Afonso. Mas há um “lado B” em Marquês de Pombal: ele também foi um clone do totalitarismo. É conhecida a sua face tirânica e as suas acções despóticas. O seu legado, porém, é inegável.

Vasco da Gama (1468-1524)
Realizou a primeira viagem marítima para a Índia. Ligou definitivamente a Europa e a Ásia em finais do século XV. Vasco da Gama tem, por isso, lugar assegurado na história mundial. Com ele surgiu, pela primeira vez, o sentido da globalidade. Para muitos foi o maior dos desbravadores, um negociador de dente afiado e um verdadeiro timoneiro para os homens que o acompanharam. Mais: “Os Lusíadas” existem devido à viagem de Vasco da Gama. Dono de um temperamento impulsivo, estava destinado a ser sacerdote, mas acabou por ser descobridor, guerreiro e vice-rei da Índia. “Projectou a Europa no Mundo”, diz, convicto, Marcelo Rebelo de Sousa.

Passagem de Ano





Lá passou mais um ano… foi um instante…passou muito depressa. A passagem de ano foi boa, apesar que podia ter sido bem melhor, dado que podia e devia ter ido ver Mel C e Boss Ac, mas o pessoal gosta muito de dormir e mais ainda de caminhar pouco! Acabei por ir ver João Pedro Pais e já no dia anterior tinha ido ver Luís Represas. Gostei bastante de do JP mas gostei mais do Represas está à espera de ser uma seca, mas não… Vale mesmo a pena.